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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

5224 - A boa saúde de Octaviano Azevedo

Seu Octaviano com os filhos, na festa do seu centenário

Ele era moderado na alimentação e consumia, basicamente, os alimentos que produzia na sua propriedade. Especialmente verduras e frutas. E comia moderadamente.
Era muito dedicado ao trabalho e foi ele mesmo, com a ajuda de um cunhado que era pedreiro, o construtor da sua casa. Por sinal, uma casa excelente, que hoje ainda causa admiração.
Ele já tinha 32 anos quando casou-se com Vilma Metz tiveram os filhos Ilásio, Paulo, Vera Maria e Clair Fátima, que nasceu quando seu Octaviano tinha quase 40 anos.

Até os 92 anos ele ainda dirigia bem, mas começou a sentir deficiência na visão e decidiu parar de dirigir. Aos 94 perdeu a visão num olho. Mas ainda vivia bem, até que aos 97 anos sofreu uma queda que causou lesão interna. A partir de então passou a ter problemas de saúde. Principalmente asma. O que  o levou a usar doses elevadas de antibióticos e sua saúde foi ficando cada vez mais frágil. No último domingo ele sentiu febre alta e veio a falecer às cinco horas da madrugada de segunda-feira.

Matéria publicada no jornal Fato Novo em 6 de dezembro de 2017

5223 - Octaviano Azevedo morre aos 103 anos

Seu Octaviano e a esposa Vilma Metz


CAÍ - Morreu, no último domingo, o caiense Octaviano de Azevedo, com a admirável idade de 103 anos. Alcançou, talvez, a mais elevada idade já atingida por um caiense.Morava numa bela casa construída por ele há mais de 50 anos,  junto à RS-122, entre o bairro São Martim e o Areião.
Mesmo tendo perdido sua esposa, dona Vilma Metz de Azevedo, há oito anos, ele manteve-se lúcido e sereno.
Seu Octaviano podia se orgulhar de haver formado bem os seus filhos e ter dado sempre uma contribuição positiva para a sociedade.
Carregava consigo muita sabedoria de vida, que deixou como importante legado para seus descendentes. 
Ele era conhecido pelo apelido de  Bibi e assim como seu irmão Fortunato (cujo apelido era Dadá), ele soube educar os próprios filhos, transmitindo a eles um conhecimento tão ou mais importante quanto aquele que recebiam na escola. 
Os filhos de seu Octaviano são Vera Maria de Azevedo, que mora em São Leopoldo e foi quem mais se dedicou a cuidar do pai; Paulo Amauri, também morador de São Leopoldo, Ilásio Carlos de Azevedo, ex-funcionário do Banco do Brasil, residente em Montenegro e Clair Fátima Ramos, professora e agente de turismo que mora no Caí.
Seu Octaviano era irmão de  Fortunato Rodigues de Azevedo, conhecido como seu Dadá, que teve filhos notáveis, como o ex-secretário estadual da educação José Clóvis Azevedo e a cantora lírica Cláudia Azevedo.
Ele gostava de ler e de viajar com a família. Teve primeiro um Aero Willis, depois uma Brasília e, por fim, um Gol. Com esses veículos ele gostava de passear com a família, indo à praia e mesmo a Santa Catarina. No caminho falava sobre os mais variados assuntos, transmitindo seus conhecimentos a eles. Tinha um forte interesse em aprender e gostava de transmitir aos filhos aquilo que sabia.
SABEDORIA e SAÚDE
Seu Octaviano nasceu em 1914, quando iniciava a Primeira Guerra Mundial e, como era comum naquela época, ele não teve muita oportunidade de estudar. Mas compensou isso amplamente através da leitura. Ele gostava muito livros e jornais e estava sempre se instruindo. Era católico e gostava, também, de ler a Bíblia.
Ele era moderado na alimentação e consumia, basicamente, os alimentos que produzia na sua propriedade. Especialmente verduras e frutas. E comia moderadamente.
Era muito dedicado ao trabalho e foi ele mesmo, com a ajuda de um cunhado que era pedreiro, o construtor da sua casa. Por sinal, uma casa excelente, que hoje ainda causa admiração.
Ele já tinha 32 anos quando casou-se com Vilma Metz tiveram os filhos Ilásio, Paulo, Vera Maria e Clair Fátima, que nasceu quando seu Octaviano tinha quase 40 anos.
Até os 92 anos ele ainda dirigia bem, mas começou a sentir deficiência na visão e decidiu parar de dirigir. Aos 94 perdeu a visão num olho. Mas ainda vivia bem, até que aos 97 anos sofreu uma queda que causou lesão interna. A partir de então passou a ter problemas de saúde. Principalmente asma. O que  o levou a usar doses elevadas de antibióticos e sua saúde foi ficando cada vez mais frágil. No último domingo ele sentiu febre alta e veio a falecer às cinco horas da madrugada de segunda-feira.

Matéria publicada pelo jornal Fato Novo em 6 de dezembro de 2017

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

5222- Balduino Rambo

O padre Balduíno Rambo, nascido em Tupandi, foi um dos maiores intelectuais
riograndenses nos meados do século XX









Balduíno Rambo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Balduíno Rambo (Tupandi11 de agosto de 1906 — 12 de setembro de 1961) foi um religiosoprofessorjornalistaescritorbotânico e geógrafo brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Nicolau Rambo e Gertrudes Vier[1], desde cedo foi interessado pelas ciências naturais. No ginásio iniciou sua coleta de plantas, tendo logo juntado uma grade coleção.[2]Após ter completado o noviciado no Brasil, cursou filosofia em Pullach. Na Alemanha, aproveitava os dias de folga para excursões científicas, cujos resultados foram publicados em revistas alemãs e brasileiras.[2]
Voltou ao Brasil, em 1931 e tornou-se professor de história natural no Colégio Anchieta em Porto Alegre, onde ficou até 1933.[2] Sua primeira obra, uma monografia sobre líquenesfoi publicada no mesmo ano, no Relatório do Colégio Anchieta, dali em diante não parou de publicar, publicando quase anualmente.[1] Estudou teologia no Seminário Conceição de São Leopoldo, ordenando-se em 1936. Voltou a lecionar no Colégio Anchieta, onde fixou e residência e passaria a maior parte de sua vida.[2]
Foi fundador da cátedra de Antropologia e Etnografia da UFRGS em 1940, também lecionou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Leopoldo, futura Unisinos. Fez campanha pela criação de um Jardim Botânico em Porto Alegre e conseguiu que o Itaimbezinho fosse declarado Parque Nacional.[2] Suas pesquisas botânicas resultaram num acervo de plantas de 50 000 exemplares, em 1948, cerca de 90% da flora nativa.[2] Organizou o Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais e fundou a revista Iheríngia.[1]
Em 1942 publicou sua primeira grande obra, A fisionomia do Rio Grande do Sul, uma descrição detalhada da geografia do estado, incluindo mapas e 30 ilustrações paisagísticas, feitas a partir de fotos áereas tiradas por ele em viagens por todo o território, realizadas com um avião do terceiro Regimento de Aviadores de Canoas.[2]
O seu diário, considerado por ele sua maior obra literária e científica, escrito de 1919 a 1961, contém os mais variados assuntos, inclusive suas aspirações e conflitos pessoais. Parte destes escritos foram publicados na obra Em busca da Grande Síntese[2]
Foi redator do principal veículo de comunicação jesuíta no estado, a revista Sankt Paulusblatt, destinada à formação e à informação dos colonos teuto-brasileiros católicos.[2] É a revista católica em língua alemã mais antiga do Brasil, uma das poucas que voltou a circular após a campanha de nacionalização empreendida pelo Estado Novo, circulando até os dias de hoje.[2] Em seus escritos muitas vezes alertou sobre os problemas ecológicos que já começavam a aparecer no estado, tornando-se com isso um dos precursores do ambientalismo brasileiro.[3] Notóriamente Balduíno Rambo foi um dos poucos na história do desenvolvimento orgânico da variante riograndense do dialeto germano-brasileiro hunsriqueano riograndense, no próprio chamado de Riograndenser Hunsrückisch, prestes a celebrar seus duzentos anos de existência (em 2024), que por um longo período de tempo produziu textos nessa língua regional, publicados em periódicos e jornais de sua época, lidos não só no Brasil mas na Argentina e alhures.[4]

Obras[editar | editar código-fonte]

Livros didáticos[editar | editar código-fonte]

  • 1. Elementos de História Natural. 1a ed., Tipografia do Centro.Porto Alegre, 1934; edições seguintes pela Livraria do Globo, Porto Alegre.
  • 2. Elementos de Química p/ 3° ano seriado (tradução) e p/ 4° ano seriado. Livraria do Globo. Porto Alegre, 1934-1935.

Botânica[editar | editar código-fonte]

  • 1. Lichenes. Relatorio do Gymnasio Anchieta p. 1-30, 7 il. Porto Alegre, 1932.
  • 2. La Vegetación del Alto Uruguay. Revista Sudamericana de Botánica vol. 2, p. 108-110. Montevideo, 1935.
  • 3. Lichenes Megapotamici. Broteria, Série Ciências Naturais: vol. 4, p. 174-191; vol. 5, p. 36-73, 97-112, 145-160; vol.6, p. 5-16, 49-65. Lisboa, 1935-1937.
  • 4. Florae Riograndensis Cives novae vel minus cognitae in Herbario Anchieta asservatae. Lilloa: vol. 12, p. 87-109; vol.14, p. 101-131; vol. 17, p. 17-47, 83-111. Tucumán, 1946-1949. Nota: artigos em co-autoria com Karl Emrich.
  • 5. A flora Central Antártica e Andina no Rio Grande do Sul. Boletim Geográfico, IBGE no. 67, p. 705-754. Rio de Janeiro, 1948.
  • 6. Estudos Botânicos em Sombrio. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 1, p. 7-20. Itajaí, 1949.
  • 7. A Flora de Cambará. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 1, p. 111-135. Itajaí, 1949.
  • 8. Padre João Evangelista Rick. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 1, p. 70-84. Itajaí, 1949.
  • 9. Aráceas Riograndenses. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 2, p. 5-7. Itajaí, 1950.
  • 10.A Porta de Torres. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 2, p. 9-20. Itajaí, 1950.
  • 11.O Elemento Andino no Pinhal Riograndense. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 3, p. 7-39. Itajaí, 1951.
  • 12.A Imigração da Selva Higrófila no Rio Grande do Sul. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 3, p. 55-91.Itajaí, 1951.
  • 13.Martius (esboço biográfico). Instituto Hans Staden 20p. São Paulo, 1952.
  • 14.Análise Geográfica das Compostas Sulbrasileiras. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 4, p. 87-159.Itajaí, 1952.
  • 15.Sapindaceae Riograndenses. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 4, p. 161-185. Itajaí, 1952.
  • 16.Estudo Comparativo das Leguminosas Riograndenses. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 5, p. 107-184. Itajaí, 1953.
  • 17.História da Flora do Planalto Riograndense. Anais Botânicos do Herbário Barbosa Rodrigues vol. 5, p. 185-232. Itajaí, 1953.
  • 18.Análise Histórica da Flora de Porto Alegre. Sellowia vol. 6, p.9-112. Itajaí, 1954.
  • 19.História da Flora do Litoral Riograndense. Sellowia vol. 6, p.113-172. Itajaí, 1954.
  • 20.Der Regenwald am Oberen Uruguay. Sellowia vol. 7, p. 183-233. Itajaí, 1956.
  • 21.A Flora Fanerogâmica dos Aparados Riograndenses. Sellowia vol. 7, p. 235-298. Itajaí, 1956.
  • 22.Die Väter der Botanik in Rio Grande do Sul. Staden-Jahrbuch vol. 4, p. 31-39. São Paulo, 1956.
  • 23.Friedrich Sellow in den Namen Brasilianischer Pflanzen.Staden-Jahrbuch vol. 5, p. 79-91. São Paulo, 1957.
  • 24.Die Auslesse im Naturversuch. Pesquisas vol. 1, p. 181-219.Porto Alegre, 1957.
  • 25.Regenwald und Kamp in Rio Grande do Sul. Sellowia vol. 8, p. 257-298. Itajaí, 1957.
  • 26.O Gênero Eryngium no Rio Grande do Sul. Sellowia vol. 8, p.299-353. Itajaí, 1957.
  • 27.Die Alte Südflora in Brasilien. Pesquisas vol. 2, p. 177-198.Porto Alegre, 1958.
  • 28.An Historical Approach to Plant Evolution. Pesquisas vol. 2,p. 199-222. Porto Alegre, 1958.
  • 29.Asclepiadaceae Riograndenses. Iheringia, Série Botânica vol.1, 57p. Porto Alegre, 1958.
  • 30.Johann Rick, S.J. Iheringia, Série Botânica vol. 2, p. 8-12.Porto Alegre, 1958.
  • 31.Johannes Rick, S.J. Montfort vol. 10, p. 1-56. Dornbirn, 1958.BALDUÍNO RAMBO S. J.
  • 32.Floresta Riograndense. Agronomia Sulriograndense vol. 3, p. 3-15. Porto Alegre, 1958.
  • 33.Die Gattung Oxypetalum in Rio Grande do Sul. Sellowia vol.9, p. 117-145. Itajaí, 1958.
  • 34.Geografia das Melastomatáceas Riograndenses. Sellowia vol.9, p. 147-167. Itajaí, 1958.
  • 35.Apocynaceae Riograndenses. Iheringia, Série Botânica vol.3, 23p. Porto Alegre, 1959.
  • 36.Cyperaceae Riograndenses. Pesquisas vol. 3, p. 353-453.Porto Alegre, 1959.
  • 37.Towards the Concept of the Species in Plant Evolution.Pesquisas vol. 3, p. 455-493. Porto Alegre, 1959.
  • 38.Bignoniaceae Riograndenses. Iheringia, Série Botânica vol.6, 26p. Porto Alegre, 1960.
  • 39.Die Europäischen Unkräuter in Südbrasilien. Sellowia vol.12, p. 45-78.
  • 40.Die Südgranze des Brasilianischen Regenwaldes. Pesquisas,Série Botânica vol. 8, 41p. Porto Alegre, 1960.
  • 41.Euphorbiaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.9, 78p. Porto Alegre, 1960.
  • 42.Solanaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.11, 69p. Porto Alegre, 1961.
  • 43.Migration Routes of the South Brazilian Rain Forest.Pesquisas, Série Botânica vol. 12, 54p. Porto Alegre, 1961.
  • 44.Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do Sul, Brasilia.Iheringia, Série Botânica vol. 2, p. 1-56; vol. 4, p. 54-124; vol. 5, p. 125-192; vol. 7, p. 193-295; vol. 8, p. 296-450;vol. 9, p. 451-489. Porto Alegre, 1958-1961. Nota: trata-seda publicação da coleção de fungos do Pe. Johannes Rick, S.J., editada postumamente pelo Pe. Rambo.

Trabalhos publicados postumamente[editar | editar código-fonte]

  • 45.Labiatae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol. 15,44p. São Leopoldo, 1962.
  • 46.Convolvulaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânicavol. 16, 30p. São Leopoldo, 1962.
  • 47.Umbelliferae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.17, 37p. São Leopoldo, 1962.CADERNO Nº. 31
  • 48.Rubiaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol. 18,74p. São Leopoldo, 1962.
  • 49.Myrtaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol. 20,62p. São Leopoldo, 1965.
  • 50.Verbenaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.21, 59p. São Leopoldo, 1965.
  • 51.Melastomataceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol. 22, 45p. São Leopoldo, 1966.
  • 52.Leguminosae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.23, 166p. São Leopoldo, 1966.
  • 53.Malvaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.24, 50p. São Leopoldo, 1967.
  • 54.Bromeliaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.25, 27p. São Leopoldo, 1967.
  • 55.Amarantaceae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.26, 30p. São Leopoldo, 1968.
  • 56.Gramineae Riograndenses. Pesquisas, Série Botânica vol.36, 191p. São Leopoldo, 1984.

Geografia e Geologia[editar | editar código-fonte]

  • 1. A Fisionomia do Alto Uruguay. Relatório do Ginásio Anchieta,31p. Porto Alegre, 1935.
  • 2. A Estrutura da Serra nos Vales do Caí e do Rio dos Sinos.Anais do II Congresso de História e Geografia Riograndense vol.1, p. 89-110. Porto Alegre, 1937.
  • 3. A Fisionomia do Rio Grande – Viagens de Estudo. Relatório do Ginásio Anchieta, 58p. Porto Alegre, 1938.
  • 4. Aspectos do Brasil – Viagens de Estudo. Relatório do Ginásio Anchieta, 63p. Porto Alegre, 1940.
  • 5. A Fisionomia do Rio Grande do Sul – Ensaio de monografia natural. 1ª ed., Livraria Selbach, 360p. Porto Alegre, 1942; 2ª ed., Livraria Selbach, 456p. Porto Alegre, 1956; 3ª ed.,Editora Unisinos, 472 p. São Leopoldo, 1994.
  • 6. A Fisiografia Natural de São Leopoldo. Anais do Congresso de História e Geografia de São Leopoldo 1846-1946, 12p.Porto Alegre, 1947. Nota: publicado pela Livraria do Globo.
  • 7. A Fisionomia do Rio Grande do Sul. Fundamentos da Cultura Riograndense, 1a série, p. 13-30. Porto Alegre, 1954.

Zoologia[editar | editar código-fonte]

  • 1. A Caranguejeira (Grammostola longimana). Relatório do Ginásio Anchieta, 33p. Porto Alegre, 1933.
  • 2. Eciton praedator (A Formiga-de-Correição). Relatório do Ginásio Anchieta, 16p. Porto Alegre, 1941.

História e Antropologia[editar | editar código-fonte]

  • 1. Os Índios Riograndenses Modernos. Província de São Pedro vol. 10, p. 81-88. Porto Alegre, 1947.
  • 2. Arqueologia Riograndense. Fundamentos da Cultura Riograndense, 2a série, p. 31-44. Porto Alegre.
  • 3. A Imigração Alemã no Rio Grande do Sul (1824-1914). Enciclopédia Riograndense vol. 1, p. 77-123. Canoas.
  • 4. A Religiosidade Católica na Colônia Alemã. Enciclopédia Riograndense vol. 2, p. 35-42. Canoas.
  • 5. Jesuit Scientifical Writings in Rio Grande do Sul, South Brazil. Pesquisas, Communications 1, p. 15-31. Porto Alegre, 1960.
  • 6. A Nacionalização. Enciclopédia Riograndense, vol. 6, 26p.

Outros[editar | editar código-fonte]

  • 1. Religião: Mensagem Celeste. Editora Vozes, 48p. Petrópolis,1941.
  • 2. Romance: Vida por Vida. Edições Paulinas, 100p. Porto Alegre, 1960.
  • 3. Romance: Drei Jahre auf dem Mars (Três Anos no Marte). Federação dos Centros Culturais 25 de Julho, 120p. São Leopoldo, 1987.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • A fisionomia do Rio Grande do Sul. Série Documentos históricos. organização:
  • Faculdade de Filosofia e Universidade do Rio Grande do Sul. Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Texto divulgado na Wikipedia

5221 - Casa da família Rambo no centro de Harmonia

Casa da família Rambo no centro de Harmonia

Esta casa foi construída na década de 1920 ou 30. Situava-se na principal rua de Harmonia 
e foi construída pela década de 1920 ou 30.
Ela foi vendida em 1998 e depois demolida para a construção de um prédio comercial que 
ainda hoje existe, em frente ao supermercado Harmonia.

Foto e informações de Ane e Flávio Luis Rambo

5220 - O primeiro voo de asa delta no Vale do Caí

Eu estava empolgado com a novidade. Poder voar sem motor, saltar de uma montanha, controlar o voo apenas com o peso do corpo e pousar suavemente no vale. Era fascinante. Foi ainda nos primórdios do voo livre no Brasil que, em março de 1982, eu iniciava o curso de asa delta em Sapiranga. O primeiro voo de asa delta no Brasil havia sido realizado poucos anos antes, em 1974, por um francês que saltou do Corcovado no Rio de Janeiro. Aqui no Rio Grande do Sul os primeiros voos seriam realizados somente dois anos mais tarde, em 1976. Guardo apenas quatro fotografias daquelas façanhas. A primeira é do local dos treinamentos iniciais. Os candiadatos a Ícaro eram levados para um pequeno barranco, onde praticavam decolagem e pouso.


As outras três fotografias são da véspera do dia de Natal daquele mesmo ano, 24 de dezembro de 1982, quando convidei a minha (apenas) amiga Beatriz Schlatter e seu irmão Raul, para presenciar um voo que pretendia realizar em São José do Hortêncio. Havia naquele tempo somente a rampa de decolagem do morro Ferrabraz, em Sapiranga e eu estava decidido a encontrar novos locais para praticar o voo livre.


Montei a asa no meio da estrada rural e decolei dali mesmo, sem rampa, para pousar suavemente no campo de criação de gado de um colono, para desespero de suas vacas, que fugiram correndo apavoradas com o rabo em pé, quando viram "aquela coisa" descendo do céu.


Naquele dia a decolagem, o voo e o pouso foram um sucesso, mas nunca mais voei ali.


Pouco tempo depois, em fevereiro de 1983, a Breatriz e eu começamos a namorar. Voei ainda por mais dois anos, mas somente de vez em quando, sem a regularidade que seria recomendada para a prática de um esporte aéreo de risco. Eu realmente estava mais interessado na namorada que no voo livre. O esporte aéreo exige dedicação e o voo livre é praticado individualmente. Enquanto um voa e se diverte o outro fica esperando. Isto não combinava com o momento que eu vivia. Ninguém me falou, mas lá no íntimo eu sabia que era tudo uma questão de tempo e então seria a asa ou a namorada, ou talvez pior, um acidente pela pouca frequencia de voos. Então fiz a escolha, pendurei a asa na garagem onde ainda hoje ela se encontra pendurada, há 26 anos. Fiz uma boa escolha porque estávamos iniciando 7 divertidos anos de namoro, seguidos de 21 felizes anos de casamento, sem asa delta, mas com muitas, muitas outras aventuras a dois, que valeram bem mais do que alguns voos solitários.

Crédito das fotos:
1 - Heinrich Hasenack
2, 3 e 4 - Raul Schlatter

Texto de Walter Hasenack

domingo, 26 de novembro de 2017

5219 - O novo talento de Júlia Pereira

Além de modelo e designer de moda, Júlia também vai bem como apresentadora de TV

Para quem conhece Júlia Pereira do tempo em que era uma jovem estudante da escola Felipe Camarão, é muito interessante ver como ela evoluiu e se tornou uma profissional versátil, desembaraçada e conhecedora do mundo.

Paris e Nova York são cidades bem familiares para ela, que já viajou, a trabalho ou lazer, pelas mais importantes cidades do mundo. Principalmente, do mundo da moda.

Quem quiser matar saudades de Júlia, ver como ela está hoje e aprender muito com ela, é só acessar o site “Mundo de Júlia”, onde há vídeos que vão desde a moda feminina até as belezas da cidade de Paris.

Vale a pena dar uma conferida. Ao digitar na busca do Google, tenha apenas o cuidado de distinguir o site de Júlia de outro que se chama “O mundo da Júlia”. É melhor buscar no Google por “Mundo de Júlia Rede TV”.

Atualmente com 30 anos, Júlia faz sucesso há bastante tempo desfilando nos principais centros da moda internacional e fotografando para as revistas mais conceituadas deste setor. Está em plana forma e é bastante requisitada. 

Neste mês de novembro, ela participou da Semana de Moda de Paris. Um dos mais importantes eventos do mundo da moda internacional.

A modelo é filha do empresário caiense Jaime Pereira e de Cláudia Campani Pereira. É filha trigêmea do casal, juntamente com Carla e Cassiano.

Ela começou a sua carreira de modelo aos 15 anos, quando foi descoberta por um olheiro e participou do concurso Super Model of the World. Com isso foi morar em São Paulo e, bem rápido, passou a fazer desfiles em cidades como Milão, Paris, Londres e Barcelona.

A caiense se mantém em plena forma e assinou, por dois anos, uma linha de moda praia para uma empresa brasileira e tem, agora, a sua própria grife a Júlia Beachwear, com modelos exclusivos desenhados por ela. A intensa atividade profissional não a impediu de estudar. É formada em teatro, TV e Cinema e fala fluentemente o inglês e o italiano e pratica wakeboard e wakesurf.

Admiradores e curiosos podem acompanhar Júlia também pelas redes sociais, através do Facebook e Instagram, e acompanhar o dia-a-dia desta personalidade caiense.


 Matéria publicada pelo jornal Fato Novo em 25 de novembro de 2017


5218 - De menino pobre no bairro Qulombo a reitor da Universidade Federal de Alfenas



O professor Sandro Amadeu Cerveira (na foto com a esposa e filhos) narra a trajetória de sucesso que culminou com a sua recente eleição para o cargo de reitor da Universidade Federal de Alfenas, em Minas Gerais.


Sandro Cerveira  assume a reitoria da Universidade Federal de Alfenas

Sandro, o maiorzinho, com seus irmãos em foto
do tempo em que moravam no Caí

“Nasci em 10 de Fevereiro de 1969, em São Sebastião do Caí, no Hospital Sagrada Família. 
Minha mãe, Carmem Lúcia Cerveira, tinha então 19 anos e era uma jovem dona de casa. Quase morremos no parto. Sobrevivemos graças a uma cesariana de emergência feita pelo Doutor Bernardo Turkenitch. 
Meu pai, Luiz Natal Cerveira, com 31 anos, era mecânico da Brasília Guaíba Obras Públicas, emprego esse no qual permaneceu até sua aposentadoria por razões de saúde. Sou o mais velho com mais dois irmãos: Marcos Leandro Cerveira e Luiz Alexandre Cerveira.
Minha primeira infância passei no Caí. Incialmente, segundo contavam meus pais, moramos na chácara do meu avô materno Sebastião Fernandes. 
Deste tempo não tenho lembranças. Minhas primeiras memórias são na “casa velha”, da qual restam apenas ruínas atualmente. Era uma casa de pedra laje que meu avô paterno, Ramiro Pires Cerveira, emprestou a meus pais para começarem suas vidas.  
Essa casa, localizada em uma modesta chácara no Passo da Taquara, fora a primeira casa dos meus avós. Muito simples, contava com apenas um quarto, uma salinha e uma cozinha rústica com fogão a lenha. ,
A energia elétrica chegou a essa região, salvo engano, apenas nos anos 80. Por isso as memórias que tenho desse período são da frágil luz do lampião a querosene. 
Vivi ali até os 5 anos e, desta época, lembro apenas da convivência com minha família família e de sensações como o encanto de ver através da janela, numa manhã de inverno, o telhado da cocheira coberto de geada. Sentir o cheiro das maçanilhas (camomila) e beber a água fria recém tirada do poço num dia quente de verão. 
Dali mudamos para o Rincão do Cascalho, para uma casa que sempre chamei de “casa amarela”.  Nossa referência, como para a maioria dos moradores do “Rincão” seguia sendo o Caí. Lembro-me de tomar o Caiense com minha mãe na parada 35 para ir até o “povo”, como dizia minha avó Dona Amanda. No Caí é que fazíamos as compras de sapato na loja do seu Lopes, que sempre nos recebia nos chamando de “colorados” (de fato todos éramos colorados) tirávamos fotos, tomávamos vacinas, íamos ao médico e visitávamos minha avó. 
Quando fiz sete anos meu irmão Leandro, então com seis, e eu fomos finamente para a escola. Foi um momento muito feliz e esperado. Estudamos, até a terceira série, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Getúlio Vargas, que ficava a uma distancia razoável. Quando não contávamos com a companhia da professora Terezinha ou de outros colegas, meu irmão e eu íamos sozinhos, caminhando pela beira da faixa.
A escola, hoje desativada, ficava no meio de um campo e tinha uma única sala e dois banheiros externos. Desconfio que o apoio e a logística da família da professora Alcina, que morava perto da escola, era fundamental para o seu funcionamento. Lembro-me de buscar água, com meu amigo e colega de sala Edson, em uma grande chaleira na casa dela. 
Apesar do tamanho reduzido, havia na escola uma cozinha, onde as professoras preparavam a merenda, e uma biblioteca na qual descobri os livros infantis de Érico Veríssimo. Era maravilhoso ler e viajar nas ilustrações de livros como “Rosa Maria no Castelo Encantado”, “O urso com música na barriga” ou “As aventuras do avião vermelho”. Esse último me fez sonhar que um avião em miniatura caía em nosso quintal perto do arvoredo e seu piloto, também minúsculo, conversava comigo sobre suas aventuras assentado na palma da minha mão. 
A escola tinha um espaço livre no qual fazíamos bons recreios com brincadeiras tipo “ovo choco” ou “pega-pega”. Além, é claro das partidas de futebol com a participação sempre animadora da professora Terezinha. 
Faço questão de homenagear essa querida professora que tenho a honra de chamar de colega.  Além do afeto e gratidão que ela merece de todos seus ex-alunos e ex-alunas por sua atitude humana e humanizadora.
Do Rincão do Cascalho nos mudamos para São Vicente do Sul, onde moramos por aproximadamente três anos. Viajávamos sempre pra rever a família, inclusive minha avó, que já morava no bairro Quilombo. 
Quando estava com 13 anos, meus pais se separaram e voltamos a viver no Caí, na rua Esperanto, perto de onde minha avó e tia já moravam. 
Foi talvez o período de maiores dificuldades. Minha mãe, com três filhos (de 13, 12 e 9 anos), sem formação profissional e com pouco apoio, trabalhou em casas de família como empregada doméstica ou diarista e também na Escola Normal, como cantineira e faxineira.  A morte do meu pai, em seguida, não melhorou as coisas. 
CARREIRA
Com 14 anos tirei minha carteira de trabalho. Assumi um emprego na Empresa Caiense de Ônibus como cobrador, fazendo viagens a Porto Alegre, Novo Hamburgo e São Leopoldo. Meu último ano do ensino fundamental (8ª serie) fiz enquanto trabalhava nessa empresa. 
Fiz, então o vestibular para a escola técnica Liberato, em Novo Hamburgo, e fui aprovado com bolsa. Estudei ali dois anos. Estudava pela manhã e à tarde e noite trabalhava como empacotador no supermercado Nacional. Morava de “pensão” na casa da querida família de Noeli, que me acolheu com carinho nesse período. No segundo ano meu pai faleceu. Um duro golpe. 
Ao final do segundo ano deixei o Liberato e fui estudar teologia no Paraná, para me tornar pastor. Já estava na Igreja Batista há alguns anos e sonhava ser pastor. Com 17 anos fui para o Paraná estudar no Instituto Bíblico Maranata onde me formei. Detalhe: o curso de teologia ali oferecido era do tipo livre e, portanto, não alterou minha escolaridade do ponto de vista formal. Segui com o 2º grau (hoje ensino médio) incompleto.  
Conheci minha esposa nesse seminário e, quando nos formamos nos casamos e fomos trabalhar em Belo Horizonte, na fundação da Igreja Batista Boas Novas do Floramar (bairro da zona norte de Belo Horizonte). Nosso primeiro filho Samuel Bragança Cerveira, nasceu em um ano e oito meses, depois veio a nossa Jéssica Bragança Cerveira, quatro anos após o casamento.  
Ali fui ordenado pastor e atuei por mais de dez anos. Nesse período, muito por incentivo da minha esposa Rosimeire Bragança Cerveira, voltei a estudar. Fiz o supletivo. Prestei as provas da Secretaria de Educação e obtive meu diploma de ensino médio. Animado por haver passado, fiz vestibular por duas vezes na Universidade Federal de Minas Gerais e fui aprovado no curso de História.
De 1995 a 2000 fiz minha graduação conciliando o trabalho na igreja com um segundo emprego como vendedor. Foram anos difíceis de pouco sono e muitas lutas.  Sem a parceria incansável da minha esposa que se sacrificou cuidando das crianças, da casa, trabalhando fora e ajudando na igreja, eu teria desistido. Ao final da graduação apareceu o interesse pelo mestrado. Apesar de não ser das Ciências Sociais fiz a seleção no Departamento de Ciência Política da UFMG e passei em 4º lugar. Foi um momento de muita alegria.
Durante o mestrado veio nosso terceiro filho, João Luís Bragança Cerveira.  Mais uma vez minha esposa mostrou sua força, pois, mesmo com o filho pequeno, começou sua graduação até então adiada. Enquanto eu fazia o mestrado ela concluiu sua graduação em Educação Artística com habilitação em música. 
O tempo do mestrado foi de grandes transformações pessoais e profissionais.  Renunciei a bolsa a que tinha direito para atuar como chefe de gabinete na Secretaria de Serviços Sociais da regional norte da prefeitura de Belo Horizonte e, depois, iniciei minha carreira como docente universitário.  
Concluído o mestrado atuei por alguns anos em várias faculdades privadas, em várias ocasiões lecionando longe de Belo Horizonte. Em 2006 fiz a seleção para o doutorado em Ciência Política também na Universidade Federal de Minas Gerais.
Mais uma vez foi necessário conciliar o trabalho e os estudos. Com três filhos e sem uma casa própria, apesar do trabalho parceiro da esposa, não era possível viver apenas e somente da bolsa. 
Uma oportunidade surgiu: fazer um período de estágio (doutorado sanduíche) na Universidade de Salamanca, na Espanha, uma das mais antigas universidades do mundo. Estudei no Instituto de Ibero-américa, com o qual nosso grupo de pesquisa da UFMG iniciava sua parceria. Foium  semestre de aulas e parecerias de pesquisa que muito favoreceram a minha formação e, obviamente, o domínio da língua espanhola.
De volta ao Brasil tratei de defender a tese mas, antes de concluir o doutorado, uma amiga querida me falou de um concurso na recém-criada Universidade Federal de Alfenas, na cidade de Alfenas. Fiz o concurso. Não fui chamado imediatamente, mas em 2010 estava tomando posse como professor de Ciência Política no Instituto de Ciências Humanas e Letras da UNIFAL-MG.
Nos últimos sete anos atuei como professor, membro de comissões e diretor eleito por dois mandatos pelo meu Instituto. No final do ano passado a universidade começou a discutir a sucessão de nosso atual reitor e meu nome apareceu como pré-candidato. 
A campanha começou a cerca de dois meses e foi muito intensa. Pela primeira vez na historia da UNIFAL-MG haviam quatro chapas disputando a reitoria. Fomos para o segundo turno e agora, no dia 23 de novembro, junto com o professor Alessandro Costa Pereira, fomos escolhidos para sermos os novos reitores da universidade."

Depoimento do reitor Sandro Amadeu Cerveira, em entrevista concedida ao jornal Fato Novo

domingo, 29 de outubro de 2017

5217 - Fase final nas obras da estrada Caí-Hortêncio

O último trecho  a receber o asfalto é o do bairro caiense do Chapadão Baixo

A estrada de Hortêncio teve suas obras concluídas no final de 2017


A pavimentação da estrada, de 13 quilômetros, levou dois anos para ser concluída. Ela foi iniciada em São José do Hortêncio e somente no final do mês de outubro o asfaltamento chegou até a localidade, ou bairro, caiense do Chapadão Alto.

O asfaltamento desta rodovia, chamada de RS874, foi decidido no final do ano de 2015, no governo Tarso Genro. As obras iniciaram no início de 2016 e só foi concluída no final do ano de 2017.
A obra, esperada há décadas, só foi realizada devido à mobilização feita pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de São Sebastião do Caí e ao empenho do caiense Santos Fagundes, que é líder petista e assessor do senador Paulo Paim. Foi importante, também, o apoio dos prefeitos Darci Lauermann, do Caí, e Clóvis Schaeffer, de São José do Hortêncio.




sábado, 28 de outubro de 2017

5216 - As grandes imigrações passaram pelo Caí

A igreja matriz de São Sebastião do Caí teve sua construção iniciada
pela década de 1870 e já passou por inúmeras reformas e ampliações

No ano de 1875, quando foi criado, o município de São Sebastião do Caí abrangia um enorme território. Pertenciam a ele os atuais municípios de Caxias do Sul, Nova Petrópolis, Picada Café, Feliz, São José do Hortêncio e Capela de Santana, Linha Nova, Vale Real e Alto Feliz.
Já na década de 1820, os primeiros imigrantes alemães chegaram a este território, criando a localidade de Portugiesersschneiss (Picada dos Portugueses), que vem a ser hoje a cidade de São José do Hortêncio.
Ali os imigrantes criaram seus filhos e estes, ao se casarem, buscavam novas terras para cultivar e criar suas próprias famílias. De início ocuparam lugares mais próximos, no Cai, Feliz e Bom Princípio. E assim, de geração em geração foram expandindo a sua ocupação territorial, num processo de imigração que se estendeu por grande parte do estado e, depois, transpôs fronteiras. Hoje descendentes daqueles pioneiros imigrantes de Hortêncio. Seus filhos e netos seguiram os passos dos pais e, ao se casarem, buscaram terras disponíveis em regiões mais distantes. Hoje, descendentes daqueles primeiros imigrantes vivem em terras tão distantes como o interior do Maranhão, Rondônia e até o território de Rio Branco. Até mesmo na Argentina e no Paraguai se fixaram esses desbravadores de novos territórios, levando com eles o uso da língua alemã e toda a cultura que os primeiros imigrantes trouxeram da Europa há quase duzentos anos.
Além da sua vinculação profunda com a imigração alemã, São Sebastião do Caí teve papela exponencial no outro grande projeto de imigração ocorrido no estado: a imigração italiana.
Caxias do Sul, a Pérola da Colônia pertenceu, inicialmente ao município de São Sebastião do Caí e era a partir da sede municipal, no Caí, que foi conduzida a instalação dos imigrantes italianos na região de Caxias. Depois que Caxias emancipou-se, a vincu

A FÉ SOBE MONTANHAS
Os primeiros imigrantes alemães dividiam-se em católicos e luteranos e  havia, entre essas duas comunidades, uma acirrada  competição, que potencializava a fé em ambas as comunidades. Aos católicos não era permitdo casar com luteranos e vice-versa.  Pelo mesmo motivo, as pequenas comunidades que iam surgindo logo tratavam de construir igrejas, que também se transformavam em escolas. Padres e pastores exerciam a função de professores. Era em torno dessa escola/templo que iam, aos poucos, surgindo os vilarejos. Hoje ainda, em qualquer localidade, por menor que seja, existe uma igreja: ou católica ou luterana.
Graças à imigração de sacerdotes alemães, suiços e austríacos (que falavam alemão) vieram para o Rio Grande do Sul, para dar assistência aos colonos. Esses sacerdotes, especialmente os jesuítas, ergueram seminários e deram estrapordinário impulso à formação de sacerdotes no Brasil. Até hoje, eles ocupam grande parte da cúpula da igreja brasileira e um dos vários sacerdotes originados na região, tendo se tornado arcebispo, foi cotado para se tornar papa.

FESTAS PAROQUIAIS
A Festa de São Sebastião é uma das maiores festas paroquiais que se realizam no estado. A fé em São Sebastião e o espírito de integração comunitária continuam fortes na comunidade, como se pode observar anualmente, no evento realizado no mês de janeiro.
Além dessa, algumas dezenas de outras festas paroquiais são realizadas nos bairros da cidade e nas localidades do interior do município, ao longo do ano.

AS SETE NOSSA SENHORAS
Os caienses têm extraordinária devoção por Nossa Senhora. Tanto que, apesar do município não ser tão grande, existem sete igrejas, capelas e santuários dedicados a Nossa Senhora localizadas no município.


5215 - As Grandes imigrações passaram pelo Caí

Inicialmente os caminhos disponíveis eram os rios e arroios. Depois foram abertas as picadas (trilhas estreitas abertas no meio da mata) e as estradas começaram a ser abertas depois da criação das cidades de Montenegro e São Sebastião do Caí. Mas ficavam intransitáveis quando o tempo era chuvoso.

No ano de 1875, quando foi criado, o município de São Sebastião do Caí abrangia um enorme território. Pertenciam a ele os atuais municípios de Caxias do Sul, Nova Petrópolis, Picada Café, Feliz, São José do Hortêncio e Capela de Santana, Linha Nova, Vale Real e Alto Feliz.
Já na década de 1820, os primeiros imigrantes alemães chegaram a este território, criando a localidade de Portugiesersschneiss (Picada dos Portugueses), que vem a ser hoje a cidade de São José do Hortêncio.
Ali os imigrantes criaram seus filhos e estes, ao se casarem, buscavam novas terras para cultivar e criar suas próprias famílias. De início ocuparam lugares mais próximos, no Cai, Feliz e Bom Princípio. E assim, de geração em geração foram expandindo a sua ocupação territorial, num processo de imigração que se estendeu por grande parte do estado e, depois, transpôs fronteiras. Hoje descendentes daqueles pioneiros imigrantes de Hortêncio. Seus filhos e netos seguiram os passos dos pais e, ao se casarem, buscaram terras disponíveis em regiões mais distantes. Hoje, descendentes daqueles primeiros imigrantes vivem em terras tão distantes como o interior do Maranhão, Rondônia e até o território de Rio Branco. Até mesmo na Argentina e no Paraguai se fixaram esses desbravadores de novos territórios, levando com eles o uso da língua alemã e toda a cultura que os primeiros imigrantes trouxeram da Europa há quase duzentos anos.
Além da sua vinculação profunda com a imigração alemã, São Sebastião do Caí teve papela exponencial no outro grande projeto de imigração ocorrido no estado: a imigração italiana.
Caxias do Sul, a Pérola da Colônia pertenceu, inicialmente ao município de São Sebastião do Caí e era a partir da sede municipal, no Caí, que foi conduzida a instalação dos imigrantes italianos na região de Caxias. Depois que Caxias emancipou-se, a vincu

A FÉ SOBE MONTANHAS
Os primeiros imigrantes alemães dividiam-se em católicos e luteranos e  havia, entre essas duas comunidades, uma acirrada  competição, que potencializava a fé em ambas as comunidades. Aos católicos não era permitdo casar com luteranos e vice-versa.  Pelo mesmo motivo, as pequenas comunidades que iam surgindo logo tratavam de construir igrejas, que também se transformavam em escolas. Padres e pastores exerciam a função de professores. Era em torno dessa escola/templo que iam, aos poucos, surgindo os vilarejos. Hoje ainda, em qualquer localidade, por menor que seja, existe uma igreja: ou católica ou luterana.
Graças à imigração de sacerdotes alemães, suiços e austríacos (que falavam alemão) vieram para o Rio Grande do Sul, para dar assistência aos colonos. Esses sacerdotes, especialmente os jesuítas, ergueram seminários e deram estrapordinário impulso à formação de sacerdotes no Brasil. Até hoje, eles ocupam grande parte da cúpula da igreja brasileira e um dos vários sacerdotes originados na região, tendo se tornado arcebispo, foi cotado para se tornar papa.
FESTAS PAROQUIAIS
A Festa de São Sebastião é uma das maiores festas paroquiais que se realizam no estado. A fé em São Sebastião e o espírito de integração comunitária continuam fortes na comunidade, como se pode observar anualmente, no evento realizado no mês de janeiro.
Além dessa, algumas dezenas de outras festas paroquiais são realizadas nos bairros da cidade e nas localidades do interior do município, ao longo do ano.
AS SETE NOSSA SENHORAS
Os caienses têm extraordinária devoção por Nossa Senhora. Tanto que, apesar do município não ser tão grande, existem sete igrejas, capelas e santuários dedicados a Nossa Senhora localizadas no município.